Não devemos cobrar para cantar, fazer obras e muito menos pregar!
A pregação do evangelho é um chamado divino, não uma oportunidade de lucro. A Bíblia é clara ao afirmar que a mensagem de Deus deve ser anunciada de forma gratuita, com sinceridade e dedicação. Infelizmente, em muitos lugares, a prática de cobrar por pregar, cantar ou realizar obras espirituais tem se tornado comum. No entanto, essa não é a vontade de Deus, como veremos à luz das Escrituras. "Vocês receberam sem pagar; portanto, deem sem cobrar." (Mateus 10:8). Jesus falou essas palavras diretamente aos seus discípulos. Ele os havia capacitado a curar, expulsar demônios e anunciar o Reino dos Céus. O que eles receberam foi de graça um dom espiritual e, portanto, deveriam compartilhar de graça. Isso mostra que o ministério cristão nunca foi feito com fins lucrativos, mas com amor e obediência. "Quando anuncio o evangelho, não posso me orgulhar disso, pois esse é o meu dever. Ai de mim se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16). O apóstolo Paulo reconhece que pregar o evangelho é um dever, não uma opção ou meio de ganhar dinheiro. Ele sabia que sua missão era proclamar a salvação e não se beneficiar financeiramente dela. A motivação verdadeira deve ser agradar a Deus, não buscar lucro humano. "Nunca pedimos dinheiro a vocês, nem procuramos elogios de ninguém, nem de vocês nem de outros." (1 Tessalonicenses 2:6). Paulo deixa claro que seu ministério era puro e desinteressado. Ele e seus companheiros nunca pregaram buscando retorno financeiro ou honra pessoal. Esse é o verdadeiro espírito do evangelho: servir com humildade e sem segundas intenções. "Esses homens são trabalhadores falsos. Eles enganam os outros, fingindo que são apóstolos de Cristo." (2 Coríntios 11:13). Aqui, Paulo denuncia aqueles que pregam com intenções erradas, buscando proveito próprio. Ele os chama de falsos trabalhadores. Isso serve de alerta para aqueles que usam o nome de Deus para se enriquecer. A Congregação Cristã no Brasil é um exemplo de fidelidade a esses princípios bíblicos. Desde sua fundação, a igreja não cobra absolutamente nada para a pregação do evangelho. Não há cobrança de dízimos, mensalidades ou ofertas obrigatórias. Tudo o que é feito na obra de Deus desde o ensino da Palavra até os trabalhos de evangelização e construção de templos é mantido com doações voluntárias e anônimas, movidas por gratidão a Deus, nunca por imposição. Os irmãos que trabalham na obra, seja como cooperadores, anciães, diáconos, músicos ou qualquer outro serviço, o fazem por amor e fé, sem receber nenhum centavo por isso. Essa prática está em conformidade com o que Cristo ensinou e o que os apóstolos praticaram. Veja bem, Cobrar para pregar o evangelho vai contra os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos. O ministério verdadeiro é feito com sinceridade, fé e amor, não com interesses financeiros. Que todos os cristãos sigam o exemplo bíblico e se inspirem em igrejas como exemplo a Congregação Cristã no Brasil, que se mantêm fiéis ao evangelho puro e gratuito. "Vocês receberam sem pagar; portanto, deem sem cobrar." (Mateus 10:8)
Vários personagens pregavam o evangelho ou a mensagem de Deus sem cobrar nada. Veja abaixo:
1. **Jesus Cristo** – Ele é o maior exemplo de pregação gratuita. Jesus curava, ensinava e anunciava o Reino de Deus sem cobrar nada. Ele disse: *“De graça recebestes, de graça dai”* (Mateus 10:8).
2. **Apóstolo Paulo** – Paulo fazia questão de não ser um peso para as igrejas. Em 1 Coríntios 9:18, ele diz: *“Qual é, logo, o meu galardão? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo, para não abusar do meu poder no evangelho.”* Ele também trabalhava como fazedor de tendas para se sustentar (Atos 18:3).
3. **Apóstolos em geral (Pedro, João, etc.)** – Eles seguiram o exemplo de Jesus, pregando o evangelho gratuitamente. Pedro, por exemplo, disse ao coxo no templo: *“Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou”* (Atos 3:6).
4. **Profetas do Antigo Testamento** – Embora não pregassem o "evangelho" no sentido cristão, também proclamavam a Palavra de Deus sem interesse financeiro, muitas vezes enfrentando perseguições. Exemplos: Isaías, Jeremias, Amós.
Esses exemplos mostram que a mensagem de Deus era levada ao povo como um serviço espiritual, e não como uma fonte de lucro.
(Silva Gi)

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