quarta-feira, 30 de abril de 2025

Pagar para pregar? Jamais!






Não devemos cobrar para cantar, fazer obras e muito menos pregar! 


A pregação do evangelho é um chamado divino, não uma oportunidade de lucro. A Bíblia é clara ao afirmar que a mensagem de Deus deve ser anunciada de forma gratuita, com sinceridade e dedicação. Infelizmente, em muitos lugares, a prática de cobrar por pregar, cantar ou realizar obras espirituais tem se tornado comum. No entanto, essa não é a vontade de Deus, como veremos à luz das Escrituras. "Vocês receberam sem pagar; portanto, deem sem cobrar." (Mateus 10:8). Jesus falou essas palavras diretamente aos seus discípulos. Ele os havia capacitado a curar, expulsar demônios e anunciar o Reino dos Céus. O que eles receberam foi de graça um dom espiritual e, portanto, deveriam compartilhar de graça. Isso mostra que o ministério cristão nunca foi feito com fins lucrativos, mas com amor e obediência. "Quando anuncio o evangelho, não posso me orgulhar disso, pois esse é o meu dever. Ai de mim se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16). O apóstolo Paulo reconhece que pregar o evangelho é um dever, não uma opção ou meio de ganhar dinheiro. Ele sabia que sua missão era proclamar a salvação e não se beneficiar financeiramente dela. A motivação verdadeira deve ser agradar a Deus, não buscar lucro humano. "Nunca pedimos dinheiro a vocês, nem procuramos elogios de ninguém, nem de vocês nem de outros." (1 Tessalonicenses 2:6). Paulo deixa claro que seu ministério era puro e desinteressado. Ele e seus companheiros nunca pregaram buscando retorno financeiro ou honra pessoal. Esse é o verdadeiro espírito do evangelho: servir com humildade e sem segundas intenções. "Esses homens são trabalhadores falsos. Eles enganam os outros, fingindo que são apóstolos de Cristo." (2 Coríntios 11:13). Aqui, Paulo denuncia aqueles que pregam com intenções erradas, buscando proveito próprio. Ele os chama de falsos trabalhadores. Isso serve de alerta para aqueles que usam o nome de Deus para se enriquecer. A Congregação Cristã no Brasil é um exemplo de fidelidade a esses princípios bíblicos. Desde sua fundação, a igreja não cobra absolutamente nada para a pregação do evangelho. Não há cobrança de dízimos, mensalidades ou ofertas obrigatórias. Tudo o que é feito na obra de Deus desde o ensino da Palavra até os trabalhos de evangelização e construção de templos é mantido com doações voluntárias e anônimas, movidas por gratidão a Deus, nunca por imposição. Os irmãos que trabalham na obra, seja como cooperadores, anciães, diáconos, músicos ou qualquer outro serviço, o fazem por amor e fé, sem receber nenhum centavo por isso. Essa prática está em conformidade com o que Cristo ensinou e o que os apóstolos praticaram. Veja bem, Cobrar para pregar o evangelho vai contra os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos. O ministério verdadeiro é feito com sinceridade, fé e amor, não com interesses financeiros. Que todos os cristãos sigam o exemplo bíblico e se inspirem em igrejas como exemplo a Congregação Cristã no Brasil, que se mantêm fiéis ao evangelho puro e gratuito. "Vocês receberam sem pagar; portanto, deem sem cobrar." (Mateus 10:8)


Vários personagens pregavam o evangelho ou a mensagem de Deus sem cobrar nada. Veja abaixo:


1. **Jesus Cristo** – Ele é o maior exemplo de pregação gratuita. Jesus curava, ensinava e anunciava o Reino de Deus sem cobrar nada. Ele disse: *“De graça recebestes, de graça dai”* (Mateus 10:8).


2. **Apóstolo Paulo** – Paulo fazia questão de não ser um peso para as igrejas. Em 1 Coríntios 9:18, ele diz: *“Qual é, logo, o meu galardão? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo, para não abusar do meu poder no evangelho.”* Ele também trabalhava como fazedor de tendas para se sustentar (Atos 18:3).


3. **Apóstolos em geral (Pedro, João, etc.)** – Eles seguiram o exemplo de Jesus, pregando o evangelho gratuitamente. Pedro, por exemplo, disse ao coxo no templo: *“Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou”* (Atos 3:6).


4. **Profetas do Antigo Testamento** – Embora não pregassem o "evangelho" no sentido cristão, também proclamavam a Palavra de Deus sem interesse financeiro, muitas vezes enfrentando perseguições. Exemplos: Isaías, Jeremias, Amós.

Esses exemplos mostram que a mensagem de Deus era levada ao povo como um serviço espiritual, e não como uma fonte de lucro.


(Silva Gi)

terça-feira, 1 de abril de 2025

Senhor vá de encontro ou se for da sua vontade?




O poder da oração, sem dúvida, é e vai continuar sendo a melhor ferramenta para nos conectarmos com Deus e interceder pelos que estão nos hospitais enfermos, os acidentados, os atribulados, os que têm uma causa na mão do Senhor, as famílias, as autoridades constituídas e não podemos nos esquecer dos testemunhados que estão começando nessa nova jornada em busca também da sua salvação. Ou seja, para todos os fins, devemos recorrer a Deus em oração. A palavra diz em Tiago 5:16: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." Veja que neste trecho enfatiza o poder da oração sincera, especialmente quando feita por alguém que busca viver em justiça e fé. A mensagem aqui é clara: a oração tem um impacto real e poderoso! Mas onde quero chegar com isso? Tenho notado que, de uns anos para cá, nas casas de oração, as orações e os pedidos, na verdade, estão sendo exigidos, ao invés de pedidos com humildade e reverência. Quando é clamado em oração para que Deus ajude aqueles que necessitam de nossas orações, é dito da seguinte forma: "Senhor, vá de encontro nos hospitais, nas casas, faça uma obra na vida de tal pessoa" e por aí vai. Ou seja, não se faz mais uma oração dizendo: "Senhor, se for da sua vontade e se o Senhor quiser, ajude aqueles que se encontram enfermos nos hospitais." Entendeu a diferença? Na primeira oração, está ordenando que Deus vá, ou que Ele faça, quando, na verdade, devemos pedir que, se for de Sua vontade, pois não podemos, de forma alguma, ordenar nada ao Senhor, pois Ele é soberano sobre nós. Um exemplo é Maria ao pedir a Jesus que acabasse o vinho, e a resposta d'Ele para ela foi: "O que tenho eu contigo, mulher?" (João 2:4), onde Jesus responde a Maria, sua mãe, dizendo: "Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora." Na cultura judaica do primeiro século, a relação entre mãe e filho era muito respeitada. No entanto, Jesus, ao chamar Maria de "mulher", não estava sendo desrespeitoso. Essa forma de tratamento pode ser vista como uma maneira de distanciar-se da relação familiar imediata para afirmar sua missão divina. Ao chamar Maria de "mulher", Jesus reafirma sua identidade como o Filho de Deus, que tem uma missão que transcende as relações familiares. Ele está estabelecendo que sua obediência é primeiramente a Deus Pai. Quando Jesus responde a Maria, dizendo "Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora" (João 2:4), Ele está indicando que sua missão não é guiada por pressões externas, mesmo que venham de sua própria mãe. A "hora" de Jesus refere-se ao tempo designado por Deus para a revelação de sua glória e o cumprimento de sua obra redentora. Nota-se que Jesus não acata as ordens de Maria, porque ela não tem autoridade sobre Ele, mas Ele tem autoridade sobre ela. Em outros milagres, Jesus frequentemente espera até que a situação seja crítica antes de agir, como na ressurreição de Lázaro (João 11), onde Ele espera até que Lázaro esteja morto há quatro dias antes de realizar o milagre. Isso demonstra que Jesus opera em seu próprio tempo e de acordo com o plano divino. Ou seja, ninguém diz o que Deus tem que fazer; isso implica também na oração. Outra fala errônea é: "Se o Senhor puder." Como assim? Se o Senhor puder? Ele pode tudo! Ele é o criador dos céus e da terra e tudo que nela está, inclusive nos criou à sua imagem e semelhança. Gênesis 1:26-27: "Então disse Deus: ‘Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança." A afirmação "se o Senhor puder" reflete uma falta de compreensão sobre a natureza e o poder de Deus. Na Bíblia, encontramos várias passagens que afirmam a onipotência de Deus. Um exemplo claro é Lucas 1:37, que diz: "Porque para Deus nada é impossível." Além disso, em Marcos 9:23, Jesus diz: "Se você pode? Tudo é possível àquele que crê." Aqui, Jesus enfatiza que a questão não é a capacidade de Deus, mas a fé do crente. A etimologia da palavra "poder" em grego é "dynamis" (δύναμις), que significa força, poder ou capacidade. Isso nos mostra que a ideia de poder em Deus é intrínseca à Sua natureza. Historicamente, a dúvida sobre o poder de Deus pode ser vista em várias narrativas bíblicas, como a de Abraão e Sara, que duvidaram da promessa de Deus de que teriam um filho em idade avançada (Gênesis 18:14). Deus, no entanto, reafirma que nada é impossível para Ele. Portanto, ao orar, devemos reconhecer a soberania e o poder absoluto de Deus, afirmando nossa fé em Sua capacidade de agir, em vez de duvidar de Sua habilidade. Enfim, devemos ter discernimento ao nos achegar a Deus, pois Ele é Todo-Poderoso e digno de toda honra e respeito. Um exemplo é: você iria se apresentar de qualquer jeito perante a um juiz? Uma autoridade? Muito mais devemos ter respeito para com Deus, pois Ele está acima de tudo e de todos! Deus vos abençoe. 

(Silva Gi)

Jovens, Liberdade ou Libertinagem?

A ideia de adaptar a igreja e seu modus operandi para atrair os jovens é um conceito discutido atualmente. No entanto, devemos lembrar que o...